Saiba como se planejar financeiramente para sair da casa dos pais

Saiba como se planejar financeiramente para sair da casa dos pais

O desafio de sair da casa dos pais estimula jovens a mudarem hábitos e conseguirem executar planejamentos com os quais, às vezes, eles nunca tiveram que se preocupar antes.

A parte financeira é o grande empecilho. Porém, há maneiras de suavizar essa transição para a vida adulta com base em muita disciplina, redução de gastos e consciência das responsabilidades que virão pela frente.

Pensando nisso, criamos esse post sobre como deve ser o planejamento financeiro de um jovem que esteja pensando em como sair da casa dos pais e ir morar sozinho. Continue a leitura e confira!

Planeje os custos antecipadamente

Sair da casa dos pais requer planejamento! Veja dicas

Você agora será responsável por uma casa, e não somente pelas suas contas pessoais. A responsabilidade aumenta muito, assim como as despesas. Planejar tudo que demandará dinheiro é a melhor maneira de não ter surpresas depois que já estiver fora da casa dos seus pais.

Coloque no papel tudo o que gera custo para quem precisa manter uma casa. Listamos alguns dos mais importantes nos próximos tópicos.

Aluguel ou financiamento

O maior custo mensal certamente será o relacionado ao aluguel ou financiamento da sua casa. Essa é uma despesa essencial e precisa ser tratada como prioridade no seu orçamento. Por isso, é muito importante estudar sua renda mensal e entender se esse gasto substancial se encaixa no seu padrão de vida atual.

Nos casos de aluguel, ainda é preciso ponderar que existem burocracias e custos que envolvem indicar um fiador ou contratar um seguro-fiança. Já nos casos de financiamento, pode ser necessário dar uma entrada, além de lidar com burocracias.

seguro ideal

Contas da casa

Considere todas as contas que envolvam o funcionamento de uma casa, como luz, água, gás, condomínio, TV a cabo, internet, planos de telefonia, entre outros. Embora sejam contas fixas, o valor de algumas delas pode variar e pesar mais no seu bolso caso você abuse dos recursos.

Portanto, para que seu orçamento renda mais, é interessante saber economizar o que for possível — em despesas com água e luz, por exemplo.

IPTU

É bastante comum ouvir os pais falando sobre despesas características de certas épocas do ano. Uma delas é o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Cobrado sobre toda propriedade urbana, é mais um gasto que você deve incluir na sua lista caso adquira uma casa própria.

Em casos de aluguel de imóvel, é preciso estar atento ao que foi combinado no contrato e conversar com o proprietário ou representante da imobiliária sobre quem deve ficar encarregado de impostos como esse.

Mercado

Não menos importante que os outros, nessa categoria entram todos os seus gastos com alimentação e compra de mantimentos, desde o seu almoço ou cafezinho da tarde, até aos itens de supermercado — afinal, você não vai chegar em casa e encontrar os armários cheios se não for às compras.

É preciso ainda considerar outros pontos que podem pesar um pouco mais no orçamento, como os produtos de limpeza (sabão em pó, amaciante, detergente, água sanitária etc.). Além disso, acrescente à lista produtos de higiene pessoal, como creme dental e papel higiênico, por exemplo.

Uma boa dica para economizar no supermercado, além de pesquisar preços, é não sair de casa sem uma lista de compras.

Some tudo e veja se cabe no seu bolso

Ciente das despesas, é hora de somar e ver quanto será seu gasto mensal quando for morar sozinho. É importante também levar em consideração que esse valor pode variar para menos e, principalmente, para mais. Portanto, é sempre importante ter um fundo emergencial.

Há diversas maneiras de controlar as despesas, e isso também depende do esforço de quem quer se mudar. Com as somas em mãos, compare o resultado com o seu orçamento mensal e veja em que áreas pode fazer redução de gastos para adequar da melhor forma a projeção que você fez à sua realidade.

Pondere a escolha entre aluguel ou casa própria

Aluguel ou casa própria? Essa é uma das principais dúvidas dos jovens que pensam em como sair da casa dos pais.

Ter um imóvel próprio é o objetivo de muita gente, mas nem sempre isso é fácil, especialmente para quem está começando uma vida nova. Na hora de se mudar, a primeira opção acaba sendo o aluguel. Mas será que ele é mesmo mais acessível?

Em um primeiro momento, é necessário avaliar qual é o custo de cada escolha. Por vezes, o valor de um aluguel fica muito próximo ao das parcelas de um financiamento de um imóvel. É preciso analisar cada caso de maneira aprofundada.

Sua reserva de dinheiro é decisiva

Você tem algum dinheiro guardado? Se sim, pode ser que isso ajude você a ter sua casa. Esse valor pode ser investido em uma entrada para um imóvel, abatendo o valor final e suavizando as parcelas de um financiamento.

Entretanto, se você não tem qualquer reserva e ainda dispõe de um orçamento limitado, o aluguel é a alternativa mais apropriada. Nesse cenário, é necessária uma busca incansável e paciente pelo imóvel mais adequado à sua realidade financeira.

Se você for morar sozinho, leve em consideração que precisará de pouco espaço. Sendo assim, um imóvel pequeno, seja casa ou apartamento, pode perfeitamente atender as suas necessidades e representar um custo menor no aluguel.

Entenda que seu padrão de vida mudará

A menos que você já tenha um salário confortável e uma estabilidade no seu emprego, sua vida vai mudar do dia para a noite — e isso exigirá uma mudança do seu padrão de vida. Além de diversão, roupas e suas contas pessoais, haverá outras despesas mais pesadas e que deixarão pouco dinheiro sobrando.

Essa nova condição será refletida em vários momentos na sua vida. As saídas vão reduzir, os gastos com bens materiais também ficarão menores e você pensará mais cada vez que tiver vontade de gastar com essas e outras coisas que têm menos importância, por exemplo, que a sua conta de luz.

Mantenha os pés no chão para não se decepcionar

É fundamental se preparar para uma mudança no padrão de vida, pois pode ser muito frustrante sair de casa e ver que agora não sobra dinheiro para fazer o que você sempre gostou.

A melhor maneira de minimizar essa situação é fazer uma redução gradativa antes de sair de casa. Isso diminuirá o impacto, além de fazer com que você gaste menos e, consequentemente, guarde um dinheiro para a mudança.

Desenvolva suas competências

Sair da casa dos pais pode exigir que você desenvolva competências

Uma vez que você passará a ter mais responsabilidades ao morar sozinho, também é importante saber se virar em situações que podem parecer novas, que antes eram “magicamente” resolvidas pelos seus pais.

Cuide da sua alimentação

Morar sozinho pode levar você a gastar muito mais com fast food e comidas congeladas, além de influenciar a sua saúde. Como isso também impacta seus custos totais, é interessante investir em ações de controle. Você não precisa ser extremamente rígido, apenas saber equilibrar o dia a dia.

Por exemplo, você pode cozinhar em casa e comer alimentos mais saudáveis durante a semana e aproveitar o fim de semana para relaxar na dieta. E ainda pode preferir receber seus amigos em casa, em vez de sair sempre, e economizar em mais um ponto.

Aprimore suas habilidades de limpeza

É verdade que você pode terceirizar essa parte, mas isso também significaria um custo a mais no fim do mês. Sendo assim, é legal que você tente cuidar da limpeza da sua casa por conta própria.

Uma faxina por semana ou a cada quinzena pode ser o suficiente para que você tenha o trabalho mínimo de só manter as coisas em ordem até a próxima limpeza. Assim, você mantém a casa limpa, aconchegante e preparada para receber visitas.

Aprenda a decorar por conta própria

A mobília e a arrumação de uma casa nova podem ser bastante custosas. Mas, você pode gastar apenas com o necessário (como geladeira, fogão, micro-ondas etc.) e aproveitar sua criatividade para decorar o ambiente de acordo com o seu estilo.

Por exemplo, você pode criar sofás com pallets e almofadas, divisores de ambientes com materiais reciclados, mesas de centro e estantes com madeiras antigas, entre outras opções. Uma pesquisa rápida na internet pode ajudar você a ter ótimas ideias.

Faça uma experiência prévia com as despesas

Experimente arcar com todos os custos da casa, ou com uma parcela significativa deles, para saber se seu orçamento consegue cobri-los sem muitos problemas. Certamente, você gastará menos na sua casa, uma vez que passará bastante tempo fora trabalhando, e seu consumo será bem menor, já que só você vai morar nela.

Partindo desse princípio, se você quiser arcar com tudo sozinho, saiba que ainda haverá uma margem nessas despesas.

Assuma os custos com luz, telefone, internet, lavanderia e o que mais você possa encontrar quando for morar sozinho. Essa é a maneira mais concreta e real de prever como será a vida financeira fora da casa dos seus pais.

Economize antes de sair da casa dos pais

A mudança terá alguns custos, então, você precisa ter um fundo de reserva para quando decidir ir para o seu próprio lar. Talvez o novo imóvel precise de ajustes e reparos. Também há o custo com nova mobília, eletrodomésticos e a mudança em si.

O planejamento financeiro para esse passo precisa ser rigoroso, portanto, o ideal é que seja feito bastante tempo antes, preferencialmente com um ano de antecedência. Isso permitirá que você faça tudo com calma e consiga juntar uma quantia suficiente para deixar a casa dos seus pais e não passar aperto.

Além de ter uma quantia importante de dinheiro reservada, o ato de economizar já fará com que você se acostume com a vida independente — e essa atitude poderá ser necessária em vários momentos ao longo de sua vida.

O planejamento financeiro é fundamental em qualquer situação, inclusive para os jovens que estão começando sua vida de maneira independente, em seus próprios lares, com muito esforço e trabalho.

Agora que você sabe como sair da casa dos pais e entende que o planejamento financeiro é um grande passo, está mais preparado para exercer sua disciplina, elaborar um planejamento e realizar essa transição sem muitos problemas.

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