Países para viver (muito) bem depois de aposentado

Países para viver (muito) bem depois de aposentado

Você já pensou nos países para morar depois de aposentado? Passar um período vivendo no exterior — após tanto tempo de trabalho e já com a vida organizada — é o sonho de muita gente.

Que tal viver em uma nação paradisíaca como a Tailândia? Ou morar em uma cidade histórica de ruas estreitas na Europa? Talvez seu desejo seja curtir o clima agradável e os produtos frescos do campo ou das montanhas.

É sobre isso que vamos conversar ao longo deste artigo. Continue lendo para ver a lista de países onde é possível viver muito bem após se aposentar. Descubra também como você pode se preparar para isso!

O sonho de viver no exterior depois de aposentado está ao seu alcance

Conheça os melhores países para morar depois de aposentado

Talvez você pense que viver no exterior, em um destino dos sonhos, seja algo reservado para poucos.

Nada mais equivocado! Uma pesquisa feita todos os anos pela revista americana International Living mostra que lugares paradisíacos para “pendurar as chuteiras” podem estar muito mais ao seu alcance do que você imagina.

Mas você deve ter em mente que planejamento é fundamental. Se hoje precisamos considerar um plano de Previdência Privada para não depender da Previdência Social, por exemplo, pensar em onde você quer morar também pode entrar no planejamento.

Confira a seguir algumas perguntas e respostas que podem te ajudar!

Mas como se preparar para morar fora na aposentadoria?

A preparação para viver no exterior depois da aposentadoria pode ser feita seguindo estes passos:

• invista em uma Previdência Privada: ela te dá uma dimensão realista de qual será o valor do benefício mensal a ser recebido depois que você se aposentar;

• melhore seu controle financeiro: crie uma reserva de emergência e tenha investimentos para fazer seu dinheiro render;

• trace um objetivo: é importante apontar claramente como você quer viver depois de se aposentar. Neste caso, pense em um ou dois destinos que te fariam feliz. A partir disso, você pode pesquisar sobre o destino e acompanhar as mudanças na burocracia de cada país, por exemplo;

• comece a poupar: independentemente da sua idade, é importante ter uma visão de longo prazo. O ideal é começar a guardar dinheiro agora mesmo; assim, quando chegar a hora de se aposentar, dinheiro não será um problema. Confira aqui opções seguras para poupar seus rendimentos;

• reveja periodicamente a sua estratégia: de tempos em tempos, é bom rever se o que você planejou está sendo seguido à risca; se necessário, faça alguns ajustes — como aumentar o valor de poupança ou buscar novas opções de investimentos, por exemplo.

Que documentos são necessários para se aposentar em outro país?

Em linhas gerais, você precisa de passaporte e visto de residência no país escolhido. Também é importante ver junto à embaixada do destino que outros papéis precisará apresentar na hora de solicitar o visto.

Vamos tomar a Espanha como exemplo. Ali existe a “Autorização de Residência Temporal Não Lucrativa”, que segue a lei Orgânica 4/2000. A partir dela, é possível solicitar uma autorização de “residência não lucrativa”, que se encaixa perfeitamente no caso dos aposentados.

Na maioria dos países com os quais o Brasil tem uma boa relação diplomática, para receber o visto é preciso:

• ter um atestado negativo de antecedentes criminais;

• apresentar a comprovação de renda e fontes de renda;

• adquirir um seguro médico de no mínimo um ano.

Em alguns destinos, um atestado médico comprovando condições de saúde também se faz necessário.

É possível continuar recebendo o benefício morando fora?

É possível, sim, receber o seu benefício vivendo no exterior — não importa se você contratou um plano de Previdência Privada ou se vai se aposentar pela Previdência Social.

O primeiro passo é verificar se o destino que você escolheu conta com um acordo bilateral previdenciário internacional (Portugal, Espanha e Itália, por exemplo). Nesse caso, ao obter o visto de residência para aposentados, você poderá receber seu benefício lá mesmo.

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Fique atento aos impostos envolvidos nas transações financeiras internacionais. Se você fizer sua declaração de saída definitiva do Brasil (que, entre outras coisas, te torna isento de declarar Imposto de Renda), o Governo Federal e a Receita Federal cobram uma taxa para as aposentadorias recebidas no exterior. Informe-se e tenha tudo na ponta do lápis.

Outro ponto de atenção: morando fora e recebendo sua aposentadoria no país escolhido, você também precisará fazer regularmente a prova de vida (declarar ao governo brasileiro que você está vivo e, portanto, tem direito de receber seu benefício). Isso é feito em uma unidade de representação consular do Brasil.

Agora, digamos que você se aposentou com Previdência Privada e recebe seu benefício mensalmente em uma conta no Brasil. Hoje, plataformas tecnológicas como TransferWise, Western Union, MoneyGram e PayPal permitem transferir seu dinheiro com rapidez e total segurança para muitos países.

Cada serviço tem suas taxas, e, além disso, as transações internacionais recolhem o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Por isso, fique atento.

Os melhores países para morar depois de aposentado

World’s Best Places to Retire é um ranking que, há 29 anos, aponta os melhores países para morar depois de aposentado. A publicação é anual e classifica os países ideais para curtir a aposentadoria com tranquilidade e qualidade de vida a partir de diversos critérios.

São eles:

• valor de imóveis;

• concessão de benefícios fiscais;

• facilidade para conseguir vistos de residência;

• custo de vida;

• eficiência do sistema de saúde;

• oferta de entretenimento e infraestrutura.

Em 2019, os dez destinos recomendados aos aposentados foram: Espanha, Tailândia, Peru, Portugal, Colômbia, Malásia, Equador, México, Costa Rica e Panamá.

Confira a seguir um detalhamento de alguns desses destinos, e entenda por que eles estão entre os melhores países para morar depois de aposentado.

Portugal

Portugal é um dos melhores países para morar depois de aposentado

Trata-se de um dos destinos “queridinhos” dos brasileiros. O país atrai pelas semelhanças culturais, facilidade do idioma, baixo custo de vida — se comparado aos vizinhos europeus — e incentivos fiscais.

O Programa de Residente Não Habitual (RNH), criado pelo governo português, concede 10 anos de isenção de impostos para aposentados e pensionistas estrangeiros que recebem renda de seus países de origem e querem fixar residência no país.

As exigências mínimas são: não ter morado em Portugal nos últimos cinco anos e comprar ou alugar um imóvel para permanecer por ali por, pelo menos, 183 dias todos os anos.

Os imóveis em terras lusitanas têm preço convidativo para quem abre mão da cosmopolita Lisboa. Com € 96 mil, ou cerca de atuais R$ 364 mil, é possível comprar uma casa de três quartos com pátio na bela região vinícola do Alentejo.

No Rio de Janeiro, esse valor seria equivalente a um apartamento de um quarto na zona sul da cidade. Já para quem opta pelo aluguel, a faixa costuma ir de € 190 a € 918 (cerca de R$ 722 a R$ 3.4 mil) dependendo da região escolhida.

Tailândia

Templos dourados, praias de areia branca e águas de cor turquesa, a Tailândia reserva encantos para os aposentados que preferem uma vida mais agitada, na capital Bangkok, até para os que gostariam de curtir a calmaria no litoral das cidades do norte.

Viver no país é incrivelmente barato. Em algumas cidades do norte, compra-se um prato do típico noodles tailandês (macarrão) por 60 centavos de dólar! E com US$ 500 (em torno de R$ 1.9 mil) mensais é possível alugar um imóvel em qualquer região do país.

Um bangalô à beira-mar com ar-condicionado e Wi-Fi e água quente, por exemplo, custa em média US$ 222 (R$ 843,60). Já um check-up médico completo não sai por mais de US$ 40 (R$ 152).

Panamá

Cidade do Panamá

O país surpreende os visitantes pela modernidade de seus arranha-céus, infraestrutura e oferta de entretenimento da capital, Cidade do Panamá. O contraste com as belas paisagens tropicais — fora da zona urbana, rodeadas pelas praias do oceano Pacífico de um lado do continente e do Atlântico de outro — também enche os olhos.

O custo de vida no país é atrativo. Um jantar romântico com uma garrafa de vinho em um dos melhores restaurantes da Cidade do Panamá fica em torno de US$ 40, ou cerca de R$ 127. Táxi e demais serviços como gastos com beleza também são baratos. E o sistema de saúde é o mais eficiente da América Latina.

O Programa Pensionado, que incentiva a imigração de estrangeiros, garante benefícios fiscais e em serviços para quem comprovar que tem uma renda vitalícia mínima de US$ 1 mil por mês.

Cumprindo essa exigência, além dos vistos permanentes de residência, são oferecidos descontos de 25% em restaurantes, 20% em consultas médicas, 50% em financiamentos de imóveis, entre outros.

Costa Rica

A Costa Rica é um paraíso na América Central. É uma nação com belíssimas paisagens naturais, ótimo clima, economia estável. Também está entre os destinos mais seguros de toda a América Latina — sequer conta com um exército, simplesmente porque não é necessário, para você ter uma ideia.

Um outro ponto alto da Costa Rica é que ela tem um custo de vida relativamente baixo. Ou seja, além de viver em um destino paradisíaco (seja na capital San José ou em uma cidade litorâneo como Puntarenas), você poderá ter bastante conforto sem gastar muito dinheiro.

México

Ah, o México! O baixo custo de vida, a luz do sol, a acessibilidade, as comunidades de expatriados estabelecidos e a diversidade de opções de estilo de vida atraem muitos aposentados para o país de Frida Kahlo.

De relaxantes cidades litorâneas a cidades cosmopolitas, o desafio é decidir onde se acomodar no México. O país tem uma extensão territorial gigante, e, além disso, é um verdadeiro caldeirão cultural.

Por lá, é possível viver em uma cidade com população 100% nativa, descendente de indígenas, e também em áreas onde diversas tradições se encontram.

O México é considerado um dos países mais amigáveis ​​do mundo, o que facilita a integração. Outro ponto importante: muitos estadunidenses e até canadenses se dirigem ao México para tratamentos médicos.

Portanto, o país conta com um setor de saúde respeitável (incluindo serviços privados muito mais acessíveis), o que é uma grande vantagem para os aposentados.

Que tal, gostou das nossas dicas de países para morar depois de aposentado? Vai começar a planejar a sua aposentadoria no exterior? Uma das maneiras mais seguras de fazer seu sonho virar realidade é começar a investir o quanto antes em uma Previdência Privada — clique para entender!

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