Entenda as taxas da previdência privada

Entenda as taxas da previdência privada

Ao investir é fundamental estar atento às taxas da previdência privada, ambas pagas à administradora. O detalhe aqui é que o percentual aplicado pode acabar inviabilizando o investimento.

Pensando nisso, resolvemos preparar este post para ajudá-lo a entender como exatamente essas taxas funcionam e em que se basear para definir o que será mais vantajoso para você. Acompanhe!

Taxas da previdência privada

O que é a taxa de administração?

taxas da previdência privada

A taxa de administração financeira nada mais é que uma recompensa que o gestor do fundo recebe pelo trabalho de administração dos recursos aplicados. Ela é cobrada anualmente sobre o montante total aplicado ao longo da vigência do investimento, mas seu cálculo é feito por dia.

Imaginemos uma taxa de administração de 2% ao ano. Esse percentual será dividido por 365 dias. No fim do ano, você terá o valor líquido total do débito. Assim, investindo inicialmente 10 mil reais, o administrador do plano vai tirar 200 reais do valor investido em um ano.

Como não depende da rentabilidade do plano, mas sim do valor investido, é um valor fixo.

E o que é a taxa de carregamento?

A taxa de carregamento é um valor cobrado para arcar com os custos da empresa ao administrar as aplicações. Como você vai ver a seguir, ela pode ser exigida em diferentes momentos. Continue de olho!

A cada contribuição

Nesse caso, toda vez que o usuário faz uma aplicação, a taxa de carregamento é debitada sobre o valor investido. Se a taxa for de 1%, por exemplo, a cada 100 reais aplicados, você contribuirá com 1 real. Assim, o valor investido será de 99 reais.

Na entrada do plano

A taxa de carregamento também pode ser debitada no ato da entrada do plano, antes mesmo de se fazer qualquer investimento. Planos que preveem esse carregamento de entrada já estabelecem um percentual previamente. Em outros casos, ele pode ser cobrado em cima do valor investido ou ser um valor fixo.

Também há instituições que definem a cobrança conforme a faixa de investimento — até mil reais, de mil a 10 mil e assim por diante. Dessa forma, a taxa pode ser reduzida em aportes maiores, por exemplo. É claro, porém, que isso pode variar de acordo com o plano e o que é previsto no contrato.

Na saída do plano

A taxa de carregamento também pode ser cobrada quando o investidor deixa o plano. Como o plano de previdência tem vigência vitalícia, caso alguém queira sair antes, cobra-se uma taxa.

Esse valor pode ser proporcional ao tempo em que a pessoa permaneceu no plano, reduzindo o percentual conforme o tempo de permanência aumenta.

Vale lembrar, no entanto, que essa taxa não se aplica quando o usuário faz portabilidade entre planos dentro de uma mesma empresa, ok?

Como são as taxas da previdência privada da Mongeral Aegon?

A Mongeral Aegon não cobra o carregamento de entrada, trabalhando com a taxa de carregamento na saída, proporcional ao tempo de permanência no plano.

Isso quer dizer que, quanto mais tempo você fica, menos paga, até zerar o valor. Isso mesmo! A partir do 5º ano, a taxa de carregamento de saída já não é mais cobrada. Quer entender melhor?

Taxa de carregamento

A taxa de carregamento de saída é estipulada no regulamento dos planos, Saiba tudo sobre as taxa de manutenção e carregamento da previdência privadafuncionando da seguinte forma:

• até 12 meses: 10% ao ano;

• de 13 a 24 meses: 8% ao ano;

• de 25 a 36 meses: 6% ao ano;

• de 37 a 48 meses: 4% ao ano;

• de 49 a 60 meses: 2% ao ano;

• acima de 60 meses: zero.

Taxa de administração

A taxa de administração está relacionada ao fundo de investimento e não ao plano de previdência. Como cada plano tem fundos específicos e cada fundo tem taxas específicas, o valor varia.

1. Fundo de renda fixa

• Linha Vida Toda: taxa de 1,75% ao ano;

• Linha Private: taxa de 1% ao ano;

• Linha Private Top: taxa de 0,7% ao ano.

2. Fundo de renda variável

O fundo de renda variável só existe para os planos Vida Toda e Private. Nesse caso, a taxa de administração é de 1,5% ao ano para investimentos 20% ou 45%. Ao optar pela opção de 20% da renda variável, por exemplo, 20% do total do aporte serão investidos nesse fundo, ficando os outros 80% na renda fixa. Escolhendo 45%, esse montante será direcionado à renda variável, enquanto os outros 55% vão para a renda fixa.

Vale ressaltar que as taxas são as mesmas para os planos Vida Toda e Private. A diferença fica apenas no aporte ou na contribuição.

3. Fundos multimercado

A taxa de administração dos fundos multimercado são de 2% ao ano para as Linhas Private e Private Top.

O que seriam taxas aceitáveis?

Uma taxa de administração é aceitável até 2% ao ano. Acima disso, os valores já começam a ficar abusivos. Se o fundo tem uma rentabilidade de 8% e você paga 4% de taxas, por exemplo, sua rentabilidade líquida é de apenas 4%. Em alguns casos, chega a ficar menor que a inflação! Aí, definitivamente, deixa de valer a pena, não concorda?

Para onde vai o dinheiro durante o prazo da aplicação?

O dinheiro é aplicado em fundos para que traga rendimentos. É exatamente para isso que servem as taxas: para recompensar a empresa pela administração dessas aplicações. Os fundos nos quais os recursos são aplicados dependem do tipo de plano escolhido.

Na Mongeral Aegon, trabalhamos com três tipos de planos: Vida Toda, Private Solutions e Private Solutions Top. Continue lendo para entender melhor!

Vida Toda

A linha Vida Toda traz planos mais acessíveis e usa três fundos que variam conforme o tipo de investimento: um voltado para a renda fixa e outros dois que misturam renda fixa e renda variável. A diferença aqui está na taxa de administração entre eles.

Private Solutions

Voltada para capitais mais elevados, a linha Private Solutions trabalha com fundos de investimentos de perfis mais complexos — de renda fixa a rendas variáveis, perfis mais agressivos ou mais conservadores, atrelado ao IPCA ou com um fundo multimercado e assim por diante.

Private Solutions Top

A linha Private Solutions Top tem uma taxa de administração bem baixa, mas é voltada para capitais ainda mais elevados que o Private Solutions. São fundos de investimento dos tipos renda fixa e multimercado.

A previdência privada é melhor que a poupança?

Previdência privada ou poupança? É importante ter em mente que cada uma dessas opções tem seu seus prós e contras, sendo que a rentabilidade vai depender de diversas decisões que você precisa tomar.

Por mais que seja difícil dar garantias, principalmente em termos de investimentos a longo prazo, vamos analisar alguns aspectos interessantes.

A poupança é um investimento simples, com uma liquidez altíssima e que ficou muito enraizada na cultura do brasileiro. Afinal, é muito fácil abrir uma conta poupança! No entanto, sua rentabilidade pode ser bem inferior quando comparada aos fundos da previdência privada.

Se você está de olho na aposentadoria, portanto, a previdência privada é o melhor investimento. Para começar, o valor entregue no final normalmente é bem superior ao que a poupança renderia no mesmo período.

Em segundo lugar, a modalidade ajuda a criar uma disciplina de investimentos. Além do mais, provê uma renda que permite retiradas mensais para complementar a aposentadoria do INSS.

Para avaliar se a previdência privada será melhor que a poupança, é preciso saber que esses planos tentam se aproximar ao máximo dos investimentos em Certificado de Depósitos Interbancários (CDI), que servem como parâmetro.

Se os rendimentos do fundo chegarem perto do CDI ou pelo menos se igualarem à Selic, pode saber: a poupança já ficou para trás.

Agora que você já sabe que é necessário comparar a taxa de carregamento e a taxa de administração, só falta mencionarmos um detalhe: busque uma empresa reconhecida no mercado, com solidez, para não ter qualquer dor de cabeça, como é o caso da Mongeral Aegon. Aí, basta acompanhar os rendimentos e fazer planos!

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