Por que fazer uma previdência privada?

Por que fazer uma previdência privada?

Você tem ao redor de 30 anos, está na fase de curtir a vida. Mas o futuro chegará. Você pensa nele? É com essa reflexão que muitos jovens têm buscado entender como fazer uma aposentadoria privada.

Por mais que seja difícil falar sobre o tema nessa idade, já parou para cogitar como você se sustentará quando já não conseguir mais ter energia para trabalhar? Recebendo sua aposentadoria do INSS? Acho bom não contar com isso.

Aposentadoria para quem?

Alguns fatos deixam uma forte indicação de que talvez não haja mais previdência pública para lhe socorrer nas próximas décadas:

  • o rombo bilionário que você ouve no telejornal se acumula dramaticamente todos os anos (sem reformas, a previsão é que ele chegue a R$ 202 bilhões em 2018). Certamente há um limite nessa bola de neve;
  • as sucessivas reformas da previdência tornam irreal o sonho da aposentadoria. Aumento na idade mínima e no tempo de contribuição, desvinculação do benefício para fins de reajustes e rigidez na comprovação de requisitos são alguns dos obstáculos;
  • as dificuldades criadas pelo governo para aposentar-se tendem a afastar ainda mais a População Economicamente Ativa (PEA) das contribuições (aprofundando a crise arrecadatória no setor);
  • a população de idosos deverá triplicar até 2050: com uma parcela cada vez menor de brasileiros ativos contribuindo para dar conta dos benefícios de uma fração cada vez maior de inativos, fica difícil se manter otimista quanto ao futuro desse sistema;
  • por fim, as mudanças nas relações de trabalho (como a terceirização) também devem derrubar ainda mais as receitas previdenciárias.

Com todas essas variáveis somadas, prever a quebra do INSS não seria nenhum absurdo apocalíptico. Mas se isso acontecer, você estará preparado?

Sim, o futuro chegará. E este artigo busca alertá-lo para a urgência em proteger-se por meio de um plano de previdência privada.



Como fazer uma aposentadoria privada?

Um plano de previdência privada é um investimento de longo prazo e que se assemelha a um fundo de investimento. Seu capital vai ser gerido por especialistas no mercado financeiro, direcionado a ativos diferentes, a depender do tipo de plano escolhido.

Por exemplo, nos planos mais conservadores, a maior parte do capital é aplicada em títulos públicos e outros ativos de renda fixa atrelados à Selic (baixo risco). Mas há também os fundos de previdência mais agressivos, que aplicam grande parcela dos recursos em ações.

Vamos sanar algumas dúvidas sobre como fazer uma aposentadoria privada.

Onde faço um plano desse tipo?

Nos bancos e seguradoras você encontrará planos de previdência privada. Entretanto, os primeiros costumam cobrar taxas de administração e de carregamento bem mais altas que as seguradoras de tradição no mercado. É preciso pesquisar as taxas oferecidas, que variam muito no setor.

Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) ou Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL)?

Depende dos seus objetivos e do tipo de declaração de ajuste anual que você faz. No PGBL, é possível abater até 12% da sua renda tributável na declaração anual, desde que seja feita a opção pelo modelo completo. Em compensação, no momento do resgate, o imposto incide sobre a totalidade do valor aplicado.

Supondo que você tenha R$ 80 mil em rendimentos tributáveis, poderá abater até R$ 9.600,00 caso esse montante tenha sido investido no ano em previdência privada. Com isso, a base de cálculo do IR cai para R$ 70.400,00.

Já o VGBL, que é um produto securitário, mais indicado para quem possui isenção no IR ou declara através do formulário simplificado. Não possui o benefício de reduzir 12% da base de cálculo do IR; por outro lado, no momento do resgate, o imposto será devido apenas sobre os rendimentos e não sobre o montante total, como no caso do PGBL.

Vale destacar que o fato de o imposto ser cobrado apenas no resgate é uma excelente vantagem desse tipo de investimento (PGBL e VGBL), uma vez que o valor que poderia ser revertido em tributos permanece “engordando” o fundo até a data do saque.


Quais os regimes tributários dos planos de previdência?

Aprender como fazer uma aposentadoria privada passa pelo conhecimento detalhado deste ponto. Além de escolher entre PGBL e VGBL, você terá de optar também por dois modelos de tributação, o progressivo ou o regressivo.

No primeiro, as alíquotas aumentam conforme o valor investido no fundo; já no segundo, as alíquotas são reduzidas na proporção do tempo de investimento.

A tabela progressiva é ideal para quem crê que precisará no dinheiro no curto prazo ou não está certo sobre quando necessitará dos recursos. O modelo regressivo, por sua vez, é mais indicado para quem tem intenção de acumular patrimônio no fundo por mais de 10 anos.

Tabela progressiva

Base de cálculo (R$)                       Alíquota (%)

Até 1.903,98                                     –

De 1.903,99 até 2.826,65               7,5

De 2.826,66 até 3.751,05               15

De 3.751,06 até 4.664,68               22,5

Acima de 4.664,68                          27,5

Tabela regressiva

Prazo de acumulação     Alíquota

Até 2 anos                          35%

2 a 4 anos                           30%

4 a 6 anos                           25%

6 a 8 anos                           20%

8 a 10 anos                         15%

Mais de 10 anos                 10%

Como fazer uma aposentadoria privada focada na sucessão?

previdência privada pode ser usada como um fundo de proteção aos seus familiares, uma vez que não entra no inventário (recursos são liberados com rapidez). Deve-se apenas ter atenção para nomear os beneficiários na proporção determinada pela lei, dado que se algum herdeiro questionar a partilha na justiça, os valores podem ser retidos e entrar no inventário.



Quais são as taxas cobradas em um plano de previdência privada?

As duas principais taxas cobradas são a taxa de administração e a taxa de carregamento. Algumas instituições, entretanto, podem cobrar também a chamada taxa de saída:

  • taxa de administração: taxa medida ao ano sobre seu patrimônio total. É cobrada a título de gestão e de administração do fundo;
  • taxa de carregamento: incide sobre cada depósito. Tem o objetivo de cobrir despesas de corretagem e administração;
  • taxa de saída: nem todas as instituições cobram essa taxa. Refere-se à cobrança de um percentual pela retirada dos recursos antes de um determinado período.

6 razões para fazer um plano de previdência privada

1. Garantir sua qualidade de vida na terceira idade

Nem adianta se iludir. De fato, o benefício que você receberá da previdência social não vai chegar nem próximo dos seus rendimentos atuais. Na melhor das hipóteses, o INSS vai cobrir uma parcela de seus gastos.

Segundo dados do próprio governo, 68,6% dos aposentados recebem até 1 salário mínimo. Acontece que, conforme falamos, a predominância da população idosa no país nos próximos anos deve pressionar ainda mais os serviços públicos de saúde, por exemplo. Ganhando 1 salário mínimo, vai ser possível pagar um plano de saúde?

Com o avanço da idade, algumas despesas adicionais se tornam prioridade, justamente no momento em que elas passam a pesar mais no orçamento. Caso das despesas com medicamentos e planos de saúde (que costumam ter mensalidades altíssimas para os idosos).


2. Abater os investimentos na Declaração de IR

Como dissemos, se optar pelo PGBL, você poderá abater o valor de seus aportes anuais no imposto de renda declarando no ajuste anual até o limite de 12% da renda bruta que recebeu no ano. Esse é um interessante benefício para quem declara pelo formulário completo. É importante destacar que a previdência privada é o único investimento que oferece esse benefício.

3. Diversificar os investimentos

Já ouviu falar em “não coloque todos os ovos na mesma cesta”? Pois bem, essa frase de avó é a base da diversificação. Inúmeros experts em finanças pessoais recomendam a diversificação como forma de diluição de riscos. Ou seja, é possível manter sua poupança e partir também para objetivos mais ambiciosos.

A aplicação de recursos em caderneta poupança serve com uma reserva de emergência, ao passo que a previdência privada, como uma aplicação sólida voltada para seu futuro ou o de quem você mais ama.

4. Assegurar que você conseguirá juntar dinheiro com disciplina

Se você faz parte dos 62% dos brasileiros que não conseguem juntar dinheiro de jeito nenhum, fazer uma previdência privada pode ser um caminho interessante. Isso porque seu capital fica alocado sob a tutela de um gestor, que vai reinvestir seus recursos. O ideal é que você mantenha os investimentos pelo prazo determinado previamente.

A previdência privada deve ser gerenciada como se fosse mais uma despesa mensal que você tenha. Dessa maneira, será possível fazer as contribuições mensais de forma regular.


5. Permitir que sua família fique protegida em caso de fatalidade

A previdência privada facilita bastante a transmissão dos recursos para os herdeiros. Como o investimento não entra no inventário, a liberação dos recursos costuma ser bastante rápida, pulando a extrema burocracia do processo judicial.

6. Deixar seus recursos para serem investidos com especialistas no mercado

Se você não domina o universo dos investimento, mas nem por isso quer deixar de investir, aplicar em um fundo de previdência privada é uma solução. Isso porque os recursos serão administrados por profissionais com alta expertise no mercado financeiro.

Entendeu como fazer uma aposentadoria privada? Ainda possui dúvidas se a previdência privada é o melhor investimento para você ou quer se aprofundar ainda mais no assunto?

Então baixe o e-Book “Aprenda a investir em planos de previdência privada”, um guia financeiro completo elaborado por especialistas para tirar todas as suas dúvidas sobre como alcançar sua estabilidade financeira na terceira idade com esse investimento! Sucesso e até a próxima!