Saiba como planejar a sua aposentadoria

Saiba como planejar a sua aposentadoria

Você já parou para pensar o quanto é fundamental planejar a aposentadoria? Não importa a sua idade agora, é preciso pensar no longo prazo para garantir uma vida digna quando você parar de trabalhar.

O planejamento da aposentadoria é essencial para que possamos alinhar as nossas práticas cotidianas às metas, objetivos e resultados que esperamos obter no futuro.

Inclusive, isso pode ajudar a evitar uma situação lamentavelmente muito comum: a do trabalhador que planta chuchu a vida toda e espera colher cenouras na velhice.

Podemos afirmar que, na maior parte das vezes, isso acontece por falta de informação, não por falta de trabalho duro ou força de vontade. Por isso, decidimos elaborar este post, em que vamos esclarecer as principais dúvidas que gravitam em volta do tema.

Continue lendo e confira como garantir o seu padrão de vida na velhice de uma forma que caiba dentro do seu bolso!

Qual é a importância de planejar a aposentadoria mesmo que você seja jovem

Dicas para planejar a aposentadoria

Não é nenhuma mentira que a terceira idade nos reserva um dos momentos mais interessantes da vida.

Quando amadurecemos, temos a capacidade de apreciar cada momento de uma forma mais profunda. E a aposentadoria permite que tenhamos a combinação entre tempo e recursos para viajar e realizar sonhos.

No entanto, também não podemos negar que costuma ser uma época da vida em que as despesas aumentam, e muito! Isso acontece, naturalmente, porque nos tornamos mais dependentes de medicamentos, procedimentos e intervenções médico-hospitalares, até odontológicas.

Além disso, muitos familiares mais velhos costumam se envolver nos projetos dos jovens, ajudando-os a se estabelecer na vida. Nesse sentido, é natural querer encher os netinhos de cuidados ou incentivar o jovem casal que acaba de se casar com um bom presente para o novo lar.

Mas, para que isso tudo possa acontecer, é necessário que tomemos um tempo do nosso dia para pensar sobre como planejar a aposentadoria. Caso contrário, teremos que viver com pouco justamente na época da vida em que mais precisamos.

A importância desse tema cresceu à medida que o brasileiro se deu conta de que deixar o futuro da sua família exclusivamente por conta da Previdência Social é uma estratégia muito arriscada. Em especial se levarmos em conta os últimos acontecimentos, que culminaram na Reforma da Previdência, com milhões de trabalhadores sendo prejudicados.

Esse tipo de incerteza econômica e política gera toda sorte de dúvidas na cabeça do trabalhador brasileiro. Devo me contentar apenas com a aposentadoria do INSS? Vale a pena investir em uma previdência complementar, privada? Vou conseguir me aposentar com o mesmo valor que ganho na ativa?

A resposta para todas essas perguntas é: depende! Mas não desanime: ao longo dos próximos tópicos, vamos te mostrar como planejar a aposentadoria e, consequentemente, dar diretrizes um pouco mais completas para cada uma dessas questões.

Quais são as principais diferenças entre a aposentadoria social e a privada

A aposentadoria social é aquela gerida pelo poder público (INSS, Previdência Social e Receita Federal). Já a aposentadoria ou Previdência Privada é gerida por uma instituição financeira privada.

Talvez a maior diferença entre as duas seja o fato de que a social é obrigatória, enquanto a privada é opcional. Isso mesmo: sempre que o trabalhador tem a sua carteira assinada ou é contratado para prestar determinado serviço, está obrigado a contribuir para o INSS.

O empregador deve descontar automaticamente a contribuição do trabalhador, bem como a chamada contribuição patronal, devida pela empresa. Até mesmo os autônomos devem pagar INSS.

Isso acontece porque o objetivo da Previdência Social é fazer com que o cidadão que se encontra em situação de risco social, em razão da idade avançada, não fique absolutamente desamparado. Já a intenção da Previdência Privada é manter o padrão de vida do trabalhador, mesmo após a aposentadoria.

Em muitos casos, a diferença entre o salário e a aposentadoria acaba sendo bastante grande. Às vezes, o aposentado chega a receber quatro ou cinco vezes a menos do que ganhava quando estava na ativa.

Nesse sentido, muitas despesas que são importantes para você podem depender dessa fatia da sua renda. Já pensou como seria viver hoje com apenas um terço do seu salário? Agora, imagine viver assim justamente quando você mais precisa de recursos para se manter.

É por isso que existe uma grande relação de complementaridade entre a Previdência Pública e a Privada. Contribuímos para o INSS para que possamos contar com o mínimo para sobreviver, e para a Previdência Privada para que possamos manter — ou mesmo aumentar — a qualidade de vida da nossa família, mesmo sem trabalhar.

Como funciona a Previdência Social

A Previdência Social é uma espécie do gênero “seguridade social”, que inclui, ainda, a saúde pública e a assistência social. Em outras palavras, a Previdência Pública é um dos pilares de sustentação da seguridade social no Brasil.

Isso significa dizer que o seu objetivo é fazer com que cada profissional que contribuir ativamente com o sistema seja recompensado com a segurança de estar coberto contra uma série de riscos sociais, como acidentes de trabalho, velhice e morte.

Assim como a assistência pública de saúde não pode realizar procedimentos meramente estéticos ou desnecessários para deixar o paciente em um estado normal de saúde, também a Previdência Social não se propõe a manter o padrão de vida do aposentado, mas apenas a garantir que ele tenha o mínimo necessário para viver com dignidade (na opinião do Governo).

Apenas para termos uma ideia, esse valor pode variar de um salário mínimo a, aproximadamente, R$ 5.645,00, a depender da maior parte dos salários de contribuição que se recebeu ao longo da vida.

Bom, já tivemos a oportunidade de mencionar que as contribuições devidas ao INSS são de caráter obrigatório. Isso acontece porque elas têm natureza tributária. E, como qualquer outro tributo, as contribuições previdenciárias também têm uma alíquota e uma base de cálculo.

O salário de contribuição nada mais é do que a base de cálculo da contribuição previdenciária que incide sobre o salário. É um valor de referência, sobre o qual será aplicado um percentual que chamamos de alíquota.

Assim, ele coincide com o salário nominal do trabalhador, exceto quando este ganha acima do chamado “teto da previdência”. Nesse caso, considera-se que o salário de contribuição seja o valor exato do teto da previdência — que, em 2019, é de R$ 5.839,45.

Já a alíquota da contribuição previdenciária vai de 8% a 11% sobre o salário de contribuição do trabalhador.

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Vale lembrar que o sistema de contribuição previdenciária no Brasil é tripartite, sendo sustentado pelo Estado, pelo empregador e pelo empregado. Portanto, o empregador também deve recolher a sua parte no momento do pagamento da folha.

Para exemplificar, vamos supor que você receba um salário de aproximadamente R$ 11 mil todos os meses. Nesse caso, sua contribuição ao INSS seria de 11% sobre o salário de contribuição (R$ 5.839,45), resultando no montante de R$ 642,33.

No entanto, o benefício recebido na aposentadoria não poderá ser maior do que o teto da previdência, é claro. Assim, a partir do momento em que se aposentar, nosso trabalhador passará a receber praticamente a metade do salário que recebe enquanto está na ativa.

Pode até ser que a proteção dada pelo INSS evite que o idoso fique em uma situação de desamparo total. Mas, muitas vezes, é insuficiente para cobrir gastos importantes, como o plano de saúde, por exemplo.

É por isso que muitos brasileiros procuram fazer uma Previdência Privada ao longo de sua vida economicamente ativa.

Como funciona a Previdência Privada

A Previdência Privada, também conhecida como previdência complementar, funciona sob a gestão de uma instituição financeira autorizada. É simples: o segurado realiza contribuições mensais — chamadas de prêmio — em favor da instituição que escolher.

Já a instituição financeira se compromete a receber esse dinheiro e aplicá-lo em investimentos de baixo risco. A intenção é fazer com que ele obtenha um rendimento capaz de manter (ou até aumentar) o seu poder de compra, mesmo atravessando um período em que a inflação esteja alta.

Assim, ao final do período pactuado, o trabalhador pode optar por:

• receber uma renda: ideal para complementar a aposentadoria da Previdência Social, de modo a sustentar ou aumentar o padrão de vida da família;

• receber o dinheiro de uma só vez: ideal para quem quer realizar um grande sonho de vida, como conhecer o mundo ou abrir o próprio negócio.

De fato, muitas pessoas hesitam no momento de contratar uma Previdência Privada porque imaginam que não precisarão de uma complementação na sua renda durante a velhice. Isso é bastante comum para quem consegue acumular um bom patrimônio ao longo da vida, como imóveis, ações e outros investimentos.

Nesse caso, é importante deixar claro que é possível, sim, comunicar à instituição financeira e realizar o saque do valor investido. Dessa forma, pode-se utilizá-lo para adquirir uma casa ou pagar a faculdade de um filho ou neto, por exemplo.

Como calcular o tempo de contribuição e o valor das parcelas para atingir seus objetivos

O método para saber o valor da contribuição e do benefício a ser obtido varia bastante, a depender do fato de estarmos falando de uma aposentadoria privada ou da Previdência Pública.

planejar a aposentadoria

Na Previdência Privada

Vamos começar pela Previdência Privada. Várias instituições que oferecem investimentos em Previdência Privada disponibilizam para o cliente algum método capaz de simular a contribuição e prever o benefício de acordo com os interesses do segurado. Isso pode ser feito pela internet ou mesmo pela intermediação de um corretor de seguros.

Além disso, muitos dos aspectos mais importantes do contrato de seguro a ser celebrado podem ser livremente pactuados pelas partes — enquanto que, na Previdência Social, as condições já estão impostas pela lei e são as mesmas para todos.

Na Previdência Social

Quanto à Previdência Social, é preciso levar em conta as novas regras da aposentadoria, que alteraram o tempo de contribuição necessário para a obtenção da aposentadoria, extinguindo a aposentadoria por idade e criando uma nova sistemática.

O grande problema é que esses novos requisitos mínimos para a aposentadoria garantem ao trabalhador apenas 70% da média dos maiores salários de contribuição. Para obter o valor total, seriam necessários 40 anos de contribuição.

Em suma, com relação ao valor do benefício, podemos dizer o seguinte: ele nunca será maior do que a média de 80% dos maiores salários de contribuição em toda a carreira do trabalhador, devidamente atualizados pelo IPCA.

E fique atento: a Reforma da Previdência Social trouxe regras bem mais rígidas. Se você optar unicamente pelo sistema público de aposentadoria, saiba que é preciso conhecê-las em detalhes.

Por que e como começar a investir para garantir uma aposentadoria digna

Um ponto importante de reflexão para quem está buscando entender como planejar a aposentadoria diz respeito aos investimentos. Ou seja, onde e como aplicar dinheiro para obter bons rendimentos e garantir dignidade financeira na terceira idade.

É importante ter em mente que não existe idade para começar a investir. Se você já está no mercado de trabalho, já tem uma renda, sua hora para começar a fazer investimentos é agora. Quanto antes você começar a se informar sobre o tema e dar os primeiros passos, melhor.

Também é fundamental estudar sobre investimentos (aqui mesmo, em nosso blog, temos diversos conteúdos dentro do tema). Você precisa entender, por exemplo, que a caderneta de poupança é um dos investimentos menos recomendado, pois seu rendimento costuma ser apenas a inflação acumulada.

Em outras palavras, isso quer dizer que seu dinheiro só vai “crescer” o percentual de aumento contínuo e generalizado dos preços — o que torna seu poder de compra bastante limitado.

Há excelentes oportunidades de investimentos no mercado de ações e no Tesouro Direto (que você pode investir a partir de R$ 30). Elas são muito mais rentáveis do que a caderneta de poupança e oferecem um leque de tipos de investimentos, com variados riscos e rentabilidades. Estude sobre o tema e, se achar necessário, busque ajuda especializada.

E você sabia que a Previdência Privada também é um investimento? Todo o dinheiro que você acumular com um plano de Previdência Privada tem um rendimento excelente; bem acima da caderneta de poupança, por exemplo.

E o melhor: ao escolher seu plano, você decide qual será o tempo de contribuição e quanto vai receber na hora de se aposentar — o que dá muito mais previsibilidade do seu futuro na terceira idade.

Dicas para começar a investir agora mesmo

Aqui está um compilado de dicas para você começar a investir o quanto antes:

• separe um valor para investimentos: do montante do seu salário, você precisa destinar uma fatia para investir. O mundo ideal é dedicar 15% dos seus ganhos mensais, mas comece com o que é possível agora, e vá se esforçando até chegar nos 15%;

• não perca o objetivo: nesse caso, o objetivo é se aposentar com dignidade, então você precisa sempre rememorar essa meta. Você vai ver, fica muito mais fácil manter a disciplina dos investimentos;

• informe-se e busque ajuda: o bom do mundo atual é que a informação está disponível a poucos cliques. Procure na internet especialistas no assunto (este blog, por exemplo), youtubers etc. Talvez seja necessário consultar um economista especializado em iniciantes em investimentos; esse olhar apurado vai ajudar bastante;

• aprenda com os erros alheios: converse com pessoas mais experientes e pergunte quais erros elas cometeram ao entrar no mundo dos investimentos; na web também há bastante material sobre equívocos que você deve evitar.

Por que o planejamento financeiro é fundamental para uma aposentadoria digna — e como fazê-lo

Agora, uma coisa é certa: só é possível investir e garantir uma aposentadoria digna se houver disciplina financeira. Essa máxima é válida para quem tem rendimentos baixos, médios ou grandes — quantos milionários já perderam tudo porque não tinham educação financeira?

Para ajudá-lo a refletir sobre isso, apresentamos a seguir algumas dicas práticas de organização financeira.

Conheça sua real situação financeira

Muita gente sabe o quanto ganha, mas não sabe o quanto gasta; essa é uma receita para o desastre!

Abra uma planilha ou pegue um caderno agora mesmo e coloque, de um lado, todas as suas fontes de renda e os valores recebidos. De outro, discrimine todos os seus gastos fixos e variáveis. Você vai ver que esse simples exercício pode ser revelador!

Comece a gastar menos do que ganha

Em seguida, crie estratégias para gastar menos do que você ganha. Comece cortando tudo o que é supérfluo — por que ter um pacote de TV por assinatura com 300 canais, se você só vê cinco?

Com o tempo, você vai se sentir tão bem que poderá começar a criar metas de redução de gastos. Isso é muito poderoso e vai te ajudar a juntar mais dinheiro para investir e garantir um futuro melhor.

Pague suas dívidas e evite fazer outras

Parcelar aquisições no cartão de crédito ou fazer crediário é realmente muito tentador. A sensação de jogar uma dívida para frente é o que atrai milhões de consumidores e faz a alegria do comércio.

Mas isso não combina com alguém que tem organização financeira, pois as dívidas estão para os juros como a mão está para a luva.

A melhor escolha é quitar suas dívidas e evitar fazer novas. Em muitos casos, você poderá obter descontos ao antecipar parcelas. É libertador, acredite!

Monte seu fundo emergencial

Não dá para criar a ilusão de que você não vai precisar de dinheiro extra. Emergências podem surgir, então o ideal é montar um fundo para elas.

Os economistas recomendam que, para esse fundo de emergência, você guarde o valor relativo a três meses do seu rendimento mensal. A partir disso, todo o dinheiro poupado já pode ser investido, pois você está garantido se surgir algum problema de saúde, ou se seu carro estragar, por exemplo.

Torne-se um consumidor consciente

Todas as dicas anteriores vão ser colocadas em prática com muito mais facilidade se você se tornar um consumidor consciente. Em outras palavras, se você começar a balancear entre o que precisa e o que simplesmente quer, suas compras serão menos impulsivas e o dinheiro vai começar a sobrar. E dinheiro sobrando é potencial dinheiro rendendo, não é mesmo?

Eduque-se sobre as estratégias de marketing das empresas, comece a olhar mais criticamente para seus hábitos de consumo. Há uma vasta literatura sobre esse tema em diversos campos do conhecimento (da neurociência à sociologia).

E movimentos como o “minimalismo” estão em alta, o que significa que você pode encontrar muitos materiais em texto, áudio e vídeo sobre consumo consciente na internet.

Como planejar a aposentadoria: 6 dicas para começar a colocar em prática a partir de hoje

Da definição de objetivos à revisão periódica da estratégia, passando pela educação financeira e outras ações: confira, a seguir, uma série de dicas de como planejar a aposentadoria de maneira estratégica e sem sacrifícios!

1. Trace objetivos claros

Como diria o Gato de Cheshire, companheiro de Alice no País das Maravilhas, “qualquer caminho serve para quem não sabe aonde quer ir”. Portanto, o primeiro passo para que a nossa aposentadoria não fique à deriva é escolher um ponto em que queremos estar no futuro: esse é nosso objetivo.

Metas são como marcas que atingimos enquanto avançamos em direção ao nosso objetivo final. Elas servem para que possamos avaliar o nosso desempenho, fazer projeções para o futuro e, é claro, para nos motivar a seguir em frente.

Em outras palavras, traçar um objetivo claro significa fechar os olhos e imaginar como seria a nossa vida daqui a vinte, trinta ou quarenta anos. Mas essa atividade pode não ser tão fácil quanto imaginamos, especialmente quando praticada por pessoas muito jovens.

Tomemos, então, uma visão um pouco mais objetiva da questão: é bem provável que despesas com alimentação, transporte, medicamentos, médicos e planos de saúde disparem. Também é bastante possível que você tenha uma vida mais voltada para a família, especialmente para o bem-estar dos filhos e netos.

A isso temos que somar o projeto de vida para a terceira idade. Esse é o momento em que temos de imaginar quais seriam nossos projetos particulares para o futuro. Quem sabe, pagar a faculdade dos netos, comprar um barco ou conhecer a China?

A partir daí, já podemos ter uma vaga noção de quanto dinheiro precisamos juntar para conseguir aquilo que desejamos para o nosso futuro, e para o futuro da nossa família. Grande parte do trabalho ao planejar a aposentadoria é estabelecer a rota que nos levará do lugar em que estamos agora a esse lugar ao qual queremos chegar.

2. Faça um levantamento das receitas com as quais você poderá contar

Já mencionamos que contar com a Previdência Social é uma estratégia arriscada para a aposentadoria. Isso acontece, sobretudo, porque as regras para a aposentadoria pelo INSS ficaram ainda mais desvantajosas para o trabalhador desde a Reforma da Previdência.

Sem entrar nas especificidades do tema, podemos afirmar que um profissional terá que trabalhar, em média, 40 anos para poder se aposentar com proventos integrais. Isto é: com um salário compatível a 80% dos maiores salários de contribuição.

Caso decida se aposentar antes disso, ele poderá receber apenas 70% dos maiores salários de contribuição.

Isso tudo porque não estamos considerando uma possibilidade bastante concreta: a de que o Governo aprove uma nova reforma na previdência daqui a 10 ou 20 anos, prejudicando ainda mais o trabalhador.

Nesse caso, se a estratégia for contar exclusivamente com o INSS, o planejamento de aposentadoria de milhões de brasileiros será de novo arruinado por completo.

Por isso, é importante poder contar também com outras receitas, como investimentos em renda fixa ou variável, aluguel de imóveis, participação nos lucros de empresas, recebimento de debêntures e dividendos. Essas receitas podem chegar até a configurar a chamada aposentadoria antecipada.

Uma dessas opções de investimento, em particular, foi especialmente desenvolvida para atender a essa necessidade: estamos falando, é claro, da Previdência Privada.

Como já vimos, o produto foi projetado justamente para arrecadar pequenas parcelas, fazendo com que elas cresçam com o tempo e sejam resgatadas no futuro, somadas ao rendimento que obtiveram no médio ou longo prazo.

3. Faça uma estimativa de quanto você precisará guardar

Quanto você precisa gastar está relacionado diretamente com o custo de vida que você estima para a terceira idade.

Nesses casos, considere que você pode estar casado, e que pode ter filhos menores ou com necessidades especiais. Assim, você se prepara para o pior e, caso ele não aconteça, terá uma saudável margem de segurança.

4. Comece o quanto antes

Um bom exemplo de como pensar demais pode atrapalhar nossas atitudes é o famoso caso do cidadão que, durante muitos anos, fica em dúvida sobre fazer ou não uma Previdência Privada — pois acha que está velho demais para começar.

A hora certa para começar a pensar no futuro é o quanto antes! Afinal, mesmo que você não consiga conquistar tudo aquilo o que deseja para a terceira idade, poder contar com algum dinheiro em um momento de aperto é melhor do que não ter nada.

De fato, é plenamente compreensível que uma pessoa não consiga começar a contribuir para uma previdência de um dia para o outro. O que queremos dizer aqui é que não há desculpas para não começar o planejamento, não a execução.

Quando falamos de uma pessoa que tem dívidas, por exemplo, é recomendável que ela venha a honrá-las antes de se comprometer com uma nova despesa. E isso, geralmente, envolve cortar custos e controlar melhor as finanças durante algum tempo, antes de poder contar com recursos livres para investir.

5. Seja regular

Muitas pessoas pensam que, se investirem um valor baixo todos os meses, não conseguirão obter nenhuma vantagem com isso no futuro. Mas, parando para pensar, pouco é melhor do que nada, não é mesmo?

Como resultado, acabam estabelecendo valores ambiciosos demais e não conseguem pagar as parcelas. O débito em aberto serve como um forte fator de desmotivação em continuar a verter as contribuições.

Na verdade, o fato de essas contribuições serem sempre periódicas (mensais, de preferência) é muito mais importante do que o valor em si. Investir é um hábito e, como todo hábito, precisa ser cultivado.

A dica aqui, portanto, é fixar um valor que não vá fazer falta no sustento da família (nem que seja de R$ 100). Assim, é possível criar o hábito de economizar dinheiro e investir suas economias, de modo a protegê-las da ação da inflação.

6. Aja e reveja periodicamente sua estratégia

Pensar antes de agir é fundamental não apenas na hora de contratar uma Previdência Privada, mas também para realizar praticamente qualquer outra coisa na vida. Por outro lado, pensar demais pode fazer com que o tempo passe sem que a gente tome nenhuma atitude.

Criar uma estratégia é essencial, mas seguir essa estratégia talvez seja mais importante ainda. Em outras palavras, coloque o plano em ação. Se ele não estiver bom, podemos sempre mudá-lo!

Com a portabilidade, é possível que o segurado opte por um plano de previdência, mas fique de olho na rentabilidade da sua aplicação ao longo do tempo. Assim, se por algum motivo o desempenho do investimento não agradar, também é possível solicitar a mudança para outro produto, ou mesmo para outra instituição financeira.

Para finalizar este post, não custa nada chamarmos a atenção para um problema muito pouco comentado nos dias de hoje. A Previdência Social é gerida pela União, o que significa dizer que as regras que se aplicam sobre a previdência de todos nós podem ser alteradas de forma unilateral pelo Poder Público.

Um grande exemplo disso foi a recente aprovação da chamada Reforma da Previdência. Mesmo trazendo normas de aplicação temporária desenvolvidas para amaciar a transição, uma lei que altera as regras com o jogo em curso pode trazer muitos prejuízos para o planejamento financeiro do trabalhador.

O mesmo não acontece quando contratamos uma Previdência Privada — não se contarmos com uma instituição sólida, que cumpre o que promete.

Por isso, uma boa dica na hora de escolher uma seguradora é procurar saber um pouco sobre a sua trajetória. Lembre-se: uma instituição que tem muitos anos e histórias para contar é sempre um bom indício de uma gestão profissional.

E então, gostou do nosso artigo sobre como planejar a aposentadoria? Agora que você já entendeu a importância do planejamento, confira um texto sobre modalidades de planos e tipos de tributação na Previdência Privada!

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