Planejamento financeiro familiar: como engajar as crianças

Planejamento financeiro familiar: como engajar as crianças

planejamento financeiro familiar é importante para a família que deseja controlar seu orçamento com sabedoria. É necessário que todos participem do plano, inclusive as crianças. Desde cedo, é preciso educá-las financeiramente, ensinando a elas o valor do dinheiro e os benefícios de economizar.

Todo planejamento deve considerar a demanda de cada membro e até que ponto as necessidades e os desejos individuais impactam no conjunto. Cada um deve estar consciente do quanto seus custos representam no orçamento familiar.

Mas e as crianças, que ainda não têm plena consciência do uso do dinheiro, nem responsabilidade direta no orçamento? Como elas podem ser estimuladas a participar do planejamento financeiro familiar? O primeiro passo é educar pelo exemplo, ou seja, ter hábitos financeiros saudáveis para que os filhos aprendam da melhor forma possível os perigos de gastar demais.

Continue com a gente e veja como engajar as crianças no planejamento financeiro familiar!

1. Trace metas de economia com a participação de todos

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Traçar metas significa definir alvos para atingir, e as crianças também devem estar engajadas no percurso para alcançá-los. Nesse contexto, é necessário estipular um valor máximo a gastar com brinquedos, jogos e lanches mensalmente. Você pode ainda desenvolver metas sobre o uso consciente da energia elétrica, água, celular e internet, por exemplo.

Toda família deve se esforçar por atingir as metas propostas, mas é importante também que elas sejam realistas. Não adianta ir muito longe se ninguém será capaz de cumpri-las dentro do prazo e das condições propostas.

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2. Recompense o sucesso das crianças

Como todos sabem, uma maneira de estimular a criança em qualquer processo educativo é oferecer reforços positivos, por meio de algum tipo de recompensa quando ela cumpre o que foi combinado.

Ela se sente feliz e reconhecida, admite que tem importância dentro do planejamento financeiro familiar, e é provável que queira continuar sendo um membro ativo nesse contexto.

As recompensas não precisam ser necessariamente materiais, inclusive porque está educando as crianças sobre os valores adquiridos pelo poder de compra. Você pode alterná-las entre um brinquedo, uma hora a mais de uso de eletrônicos ou um passeio especial. Muitas vezes, até um simples elogio já é uma forma de reconhecimento e estímulo.

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3. Ouça as demandas de todos

Se o planejamento é conjunto, todos os membros da família devem ser ouvidos; isto é, suas opiniões e necessidades devem ser consideradas. Esse é um princípio democrático. Se os provedores principais simplesmente ditarem normas e exigirem que elas sejam cumpridas pelos dependentes, o resultado poderá ser rebeldia diante das metas e a perda de uma valiosa oportunidade educativa.

Ouvir os desejos e necessidades das crianças é uma forma de mostrar que elas não são “cartas brancas” no planejamento financeiro familiar, um dos pilares de uma família funcional e feliz.

Assim, elas certamente darão sua contribuição com mais interesse e poderão diferenciar o que é importante de coisas que podem ser dispensadas em prol do equilíbrio do orçamento doméstico. Ou seja, não quer dizer que tudo que for pedido pela criança será atendido, mas sim que ela tem o direito de se manifestar, até para que haja uma conversa honesta.

4. Não abra mão da educação

O planejamento financeiro familiar deve ser feito com bom senso. Consciente de que é preciso fazer certos sacrifícios, mas com o menor prejuízo possível das necessidades infantis — sobretudo as que dizem respeito à educação.

Além de serem encaradas como integrantes ativos nas decisões familiares, as necessidades delas devem ser priorizadas. Por exemplo, comprometer a educação das crianças a fim de economizar com mensalidades de escola pode não ser uma boa decisão.

Naturalmente, se a mensalidade é alta demais, é necessário buscar uma escola menos cara, ou mesmo um colégio público. Mas não tome essa decisão de maneira precipitada. Convém pesquisar antes e encontrar instituições que oferecem boa qualidade de ensino a preços razoáveis.

5. Oriente o uso da mesada

mesada pode ser uma forma eficiente de engajar a criança no planejamento financeiro familiar. Quando você dá dinheiro a ela, pode deixar claro também que a responsabilidade é proporcional à autonomia de uso que tem sobre ele.

A criança tem que ficar ciente de que aquele dinheiro é limitado e, caso ela gaste demais, ficará sem direito de comprar ou fazer certas coisas até o mês seguinte.

Não se trata de uma ameaça, mas de apresentar uma realidade que, na idade adulta, a criança deverá assimilar se quiser respeitar os limites de sua renda. À medida que ela gasta sua mesada com consciência, vai aprendendo sobre a necessidade de fazer escolhas, de comparar preços, de optar pelo mais viável e até de abrir mão de certos prazeres em função da economia.

6. Faça compras com seus filhos

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Levar as crianças às compras — como as de supermercado — é desaconselhável, se isso for uma rotina. Não significa que você jamais possa dar a elas essa experiência. Pelo contrário: é interessante que, em algum momento, você as leve junto, aproveitando a oportunidade para ilustrar a realidade do chamado custo de vida.

Mostrar a elas que o preço das coisas em função de um valor para aquisição e uma lista de compras vai fazer com que elas desenvolvam sua capacidade financeira, na medida em que observam suas escolhas feitas em relação a certos produtos ou estabelecimentos. Pouco a pouco, elas vão ganhar noções sobre custo-benefício, economia, descontos, promoções, lucro, juros etc.

Enfim, nada melhor que ensinar a criança “em campo”, demonstrando a diferença substancial de economia entre comprar em uma loja ou outra, por exemplo.

7. Fale sobre a importância do trabalho

É preciso que a criança entenda que dinheiro não cai do céu, ou seja, ele é fruto de uma troca: força de trabalho em troca de retorno financeiro. Valorizar o trabalho é uma forma de desenvolver na criança preocupações saudáveis em relação ao futuro, ao seu destino, às possibilidades de ganhar seu próprio dinheiro fazendo algo que goste.

Assim, além de engajar a criança no planejamento financeiro familiar, os pais estarão contribuindo para desenvolver nos filhos noções sobre carreira e realização profissional e pessoal!

8. Transforme o planejamento financeiro familiar em um jogo

O aspecto lúdico é parte fundamental da formação das crianças. Por isso, por que não usar as brincadeiras e atividades que elas gostam para ensinar sobre finanças?

Por exemplo: hoje em dia, as revistinhas da Turma da Mônica apresentam um informe publicitário com uma historinha que aborda a necessidade de fazer bom uso do dinheiro.

E quem nunca ouviu falar do bom e velho Banco Imobiliário? O jogo foi recentemente atualizado, segundo as práticas contemporâneas quando se trata de dinheiro. Ele é muito interessante para desenvolver a compreensão acerca do planejamento financeiro, da necessidade de poupar, das formas de multiplicar o capital, e assim por diante.

Até dos jogos eletrônicos que as crianças da atual geração adoram é possível extrair lições válidas, como a necessidade de acumular pontos ou moedas virtuais para chegar a uma nova etapa.

9. Ensine as crianças a anotarem seus gastos

Outro passo importante para envolver as crianças no planejamento financeiro familiar é mostrar como o hábito de registrar gastos é positivo para entender a relação com o dinheiro.

Comece da forma mais simples possível: dê um caderninho específico para esse fim e oriente os pequenos a anotarem toda e qualquer despesa que fizerem, por menor que ela seja.

Explique que, além de anotar gastos, eles devem criar o hábito de uma vez por semana e/ou uma vez por mês sentarem para analisar em que áreas tiveram mais despesas. Mostre para eles que refletir sobre com o que gastam é importante para saberem se realmente estão usando dinheiro nas coisas que os deixam felizes.

10. Delegue tarefas para os filhos

Engaje as crianças na vida financeira da família não só na hora de planejar, mas, também, estimulando-as a colocar a mão na massa. Uma forma de fazer isso é delegar tarefas para os filhos. Nesse sentido, é importante escolher atividades que possam ser feitas com certo grau de independência, considerando também a idade.

Mesmo os menores podem participar das tarefas, guardando seus brinquedos no fim do dia ou fazendo a cama ao acordar, por exemplo. Essa é uma boa oportunidade de mostrar para os pequenos a diferença entre atividades que são suas responsabilidades e aquelas que são extras e, por sua vez, podem ser uma espécie de “fonte de renda” para eles.

Se arrumar a cama é uma responsabilidade, ajudar a cortar a grama pode ser considerada uma atividade extra, que merece uma recompensa.

11. Estimule o hábito de poupar

Além de demonstrar que é essencial entender os gastos e participar ativamente das tarefas da casa para manter o orçamento familiar em dia, é preciso reforçar para as crianças a importância de economizar para realizar os seus sonhos.

Mostre para os pequenos que eles podem começar a poupar um pouco e, ao longo do tempo, aumentar a quantidade que guardam no cofrinho ou na poupança, por exemplo.

Reforce que economizar é um passo fundamental para conseguir realizar sonhos e/ou comprar algo que seja um pouco mais caro, como um brinquedo, uma roupa ou item de decoração para o quarto.

A criança deve entender que é preciso fazer alguns sacrifícios, como abrir mão de comprar figurinhas e balas, para realizar coisas que são mais importantes para eles.

12. Explique como funciona o cartão de crédito

O cartão de crédito é uma forma de pagamento muito presente nos dias de hoje. Se usado com sabedoria, ele realmente pode ser conveniente por oferecer uma série de benefícios, como acúmulo de pontos e descontos.

No entanto, quando é mal utilizado, o cartão pode se tornar um grande inimigo das finanças por estimular os gastos impulsivos e parcelamentos infinitos. Para ajudar as crianças a terem inteligência financeira, procure explicar desde cedo como funciona o cartão de crédito.

Não é preciso demonizar essa forma de pagamento e, sim, mostrar seu funcionamento e quais são suas vantagens e desvantagens.

Reforce, por exemplo, os perigos dos parcelamentos e explique por que sempre é preciso pagar o total da fatura, fugindo do pagamento mínimo. Adapte o discurso à idade da criança e ensine que o problema não é o meio de pagamento usado, mas como ele é utilizado no dia a dia.

13. Mostre o valor das coisas

Ilustrar o valor das coisas é outro passo importante para as crianças entenderem a relevância do planejamento financeiro familiar. Os pequenos devem saber que tudo tem seu preço e cada item que eles ganham é fruto do esforço e do trabalho dos pais.

Assim, eles vão aprender a valorizar cada pequena conquista da família, como a troca de um carro ou uma viagem de férias. Mesmo pequenos presentes devem ser valorizados pelos pais. Mostre para a criança que até coisas que custam pouco (como figurinhas e um picolé na praia) têm impacto no orçamento quando são somadas.

14. Ensine o poder da troca

Para educar crianças financeiramente inteligentes, é preciso ilustrar os perigos do consumismo desenfreado para os pequenos desde cedo. Nesse sentido, vale a pena mostrar que há outras formas de conseguir algo sem ter que comprar o item.

Se a criança precisa de um objeto específico para um trabalho da escola, por exemplo, converse com ela e mostre que talvez ela possa pedir o item emprestado em vez de comprá-lo.

Uma maneira interessante de explicar o poder da troca é estimular a criança a trocar seus livros quando terminar de ler.

15. Defina sonhos em família

Definir metas de gasto em família é importante, mas incentivar todos os membros da casa a trabalhar em nome de sonhos em comum também é. Anualmente, todos podem sentar e decidir qual será o objetivo em comum dos próximos 12 meses.

Pode ser uma viagem de férias, uma reforma na casa, a adotação de um animal de estimação ou a troca do carro, por exemplo. O importante é que seja um objetivo que, quando conquistado, todos poderão usufruir e aproveitar. Mesmo os pequenos podem participar.

Todos devem entender que será preciso fazer certos sacrifícios em nome de um bem maior, como abrir mão de almoçar fora todo fim de semana para economizar.

Engajar as crianças no planejamento financeiro familiar é um passo importante para criar adultos que saibam lidar com o dinheiro com sabedoria e que consumam de acordo com seu padrão de vida.

É essencial envolver os pequenos nas finanças da família e mostrar que todos, independentemente da idade, têm responsabilidade em relação aos gastos da casa.

Estimule o consumo consciente de recursos e reforce conceitos relevantes para as finanças, como despesa, receita, juros e rendimentos. Mostre para as crianças que abrir mão de algumas coisas é importante para atingir aquilo que deseja.

Pequenos que entendem desde cedo a importância de poupar são muito menos suscetíveis a ter problemas financeiros no futuro. Faça sua parte e dê o exemplo!

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