Passo a passo: como fazer um seguro de vida?

Passo a passo: como fazer um seguro de vida?

Responda sinceramente: qual o sentido de sacrificar-se todos os anos para pagar um seguro auto, arcando com mais de R$ 1.500/mês para proteger sua vaidade patrimonial automotora, mas, por outro lado, deixar seus entes queridos completamente desamparados caso uma fatalidade ocorra contigo? Não está na hora de entender como fazer um seguro de vida?

É com base nessa tomada de consciência que muitas famílias vêm reorganizando suas finanças pessoais, acrescentando apólice de seguro de vida como item básico de proteção familiar. Prova de que o brasileiro vem amadurecendo na gestão de seu orçamento doméstico.

O seguro de vida nas contas do brasileiro

Uma evidência desse movimento evolutivo se dá pela observação do crescimento exponencial da procura por esse seguro nos últimos anos. Ignorando a crise, apenas entre janeiro e novembro de 2016, o segmento de seguro de vida expandiu impressionantes 28,4%. E até que esse “despertar” foi tardio, tendo em vista que nos Estados Unidos, por exemplo, 3 em cada 5 cidadãos possuem uma apólice dessa natureza.

Se você tem filhos, é peça fundamental na manutenção do padrão de vida de sua família e quer protegê-la ainda que o destino não lhe permita estar ao seu lado no futuro, acompanhe agora este passo a passo sobre como fazer um seguro de vida de excelente custo-benefício!

1. Compreenda bem a diferença entre seguro de vida e seguro de acidentes pessoais

O seguro de acidentes pessoais é mais barato, mas não se engane, as diferenças entre ele e um seguro de vida são bem relevantes. Vamos explicar isso.

A cobertura básica e obrigatória de um seguro de vida se refere ao risco de morte, cuja ocorrência tenha se dado por causas naturais ou acidentais (excluindo apenas suicídios e, em alguns contratos, fatos mais atípicos, como contaminação radioativa, prática de atos ilícitos dolosos, entre outros).

Por outro lado, o seguro de acidentes pessoais é válido apenas para casos de mortes decorridas de acidentes cobertos pelo plano (essa restrição explica os prêmios mais baixos).

Distinção devidamente feita, vamos avançar na contratação desse seguro!

2. Escolha as coberturas do seguro de vida mais relevantes ao seu contexto familiar

Aprender como fazer um seguro de vida alinhado às suas necessidades envolve entender quais as múltiplas coberturas oferecidas e decidir, racionalmente, de quais delas você e sua família mais necessitam.

Quer um exemplo? Se você é um(a) profissional autônomo(a), pode ser interessante contratar uma cobertura chamada Diária por Incapacidade Temporária (DIT), que assegura indenização ao segurado nos períodos em que ele não puder trabalhar devido a doenças cobertas pelo seguro.

Ou seja: o básico do seguro é a cobertura para morte (para proteger financeiramente seus familiares). Todavia, há seguros com diversas combinações de coberturas, que podem incluir:

  • indenização ao segurado em caso de invalidez (que pode ser pago de uma vez ou com uma prestação continuada);
  • despesas médicas, hospitalares e odontológicas;
  • Diárias de Incapacidade Temporária (DIT);
  • Diárias por Internação Hospitalar (DIH);
  • reembolso com custos ligados a medicamentos, em determinadas condições;
  • auxílio funeral;
  • entre outros benefícios.

Vale a pena destacar que alguns produtos (como o Seguro Vida Vantagens, da Mongeral Aegon) disponibilizam ao segurado diversas comodidades complementares, como:

  • serviços de assistência residencial, automotiva, nutricional e medicamento;
  • cesta básica mensal por determinado tempo à família, em caso de falecimento do segurado.

Já deu para perceber que a combinação de coberturas é imensa, certo? Pois bem, escolher o formato que mais se encaixa no contexto de sua família é essencial para que você tenha o melhor custo-benefício no seguro de vida contratado.

Assim, capriche no processo de pesquisa! Esse levantamento deve ser feito com tempo e muita racionalidade, uma vez que ninguém espera que sua família venha a precisar usar o seguro; mesmo assim, algumas coberturas são importantes e não podem ser desconsideradas por mera superstição.

3. Vá em busca das seguradoras que ofereçam a combinação das coberturas ideais a você

Uma vez que você já saiba o que é o seguro de vida e quais as coberturas importantes para proteger sua família, chegou a hora de ir ao mercado, em busca da melhor seguradora. Diferentemente do seguro auto, em que o cliente costuma ter dificuldades para chegar à seguradora sem o intermédio de um corretor, um seguro de vida pode ser contratado por meio da equipe de vendas da empresa de seguros ou online.

Dessa forma, faça uma cotação de preço entre as diversas empresas do mercado, mas lembre-se de fazer a comparação sempre usando as mesmas coberturas, o mesmo valor de capital segurado e idêntico período de carência.

Pesquise também a reputação das empresas em sites de defesa do consumidor, como Procon, Reclame Aqui, além da própria SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), que regula o setor.

4. Leia INTEGRALMENTE a proposta e as condições gerais do seguro

Como fazer um seguro de vida sem errar? Comece não desprezando nenhuma letra sequer da proposta e das condições gerais do seguro, que serão enviados a você após o primeiro contato com o corretor da seguradora.

Perguntas que esse documento precisa responder:

  • qual a carência da minha apólice?
  • qual a abrangência geográfica das coberturas?
  • quais os riscos excluídos?
  • a seguradora possui produtos específicos às minhas necessidades?*

* As seguradoras costumam oferecer muitos “produtos” dentro do seguro de vida, como seguro de prestamistas (que garante a quitação do financiamento do imóvel em caso de morte do segurado) e coberturas educacionais (para cobrir despesas com instrução dos filhos).

Para as mulheres, muita atenção porque o mercado permite encontrar produtos feitos exclusivamente para elas, como indenização em casos de diagnósticos câncer de colo de útero ou câncer de mama.

Todos esses detalhes devem ser buscados nas condições gerais do seguro.

5. Calcule o capital segurado

Capital segurado é a quantia máxima que será paga pela seguradora em caso de sinistro ocorrido e previsto em sua apólice. O segurado pode definir se seus beneficiários receberão a indenização de uma única vez ou na forma de benefício mensal. Mas como calcular o capital segurado?

Muitos especialistas recomendam que esse montante seja de 3 a 10 vezes o valor de sua renda anual. Outra forma de chegar a esse capital é calcular item a item suas despesas anuais com a família, reajustando os valores de acordo com um índice simulado de inflação no período. Por fim, basta multiplicar o resultado pela quantidade de anos de proteção familiar.

6. Após a assinatura do contrato, deixe todos os documentos ao alcance da família

Todos os documentos referentes à apólice devem ser guardados em um local de conhecimento de toda a família. O acionamento, em caso de sinistro, é bastante simples. Basta entrar em contato com a seguradora (em um dos muitos canais que serão disponibilizados) e informar o sinistro.

A empresa enviará a lista de documentos a serem apresentados e, após a entrega, em no máximo 30 dias os recursos são liberados ao segurado/beneficiários. Vale lembrar que essa indenização não entra no inventário, nem sofre a incidência de IR.

Agora que você compreendeu como fazer um seguro de vida de ótimo custo-benefício, baixe nosso guia sobre seguro de vida e entenda mais sobre o assunto! Até breve!