Como planejar os investimentos em educação da família?

Como planejar os investimentos em educação da família?

Os investimentos em educação sempre foram assuntos controversos, seja no cenário das políticas públicas, seja no âmbito do lar. Diante de tantas emergências que surgem no dia a dia, sobra pouco da renda familiar para direcionar a um investimento que trará retorno a longo prazo.

Tanto para o investimento na própria carreira quanto na formação dos filhos, o planejamento é importante para assegurar recursos suficientes a fim de alcançar os objetivos acadêmicos.

Por isso, preparamos este post para dar a você dicas práticas de como planejar suas finanças e garantir um futuro melhor para você e sua família por meio do investimento em uma educação de qualidade. Confira!

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Qual é a importância da educação para sua vida e a dos seus filhos?

O melhor investimento que se pode fazer em um indivíduo é fornecer a ele uma educação de qualidade. Crianças, jovens e adultos necessitam de formação acadêmica adequada para desenvolver competências e habilidades que serão úteis no cotidiano, tanto no exercício da sua cidadania como nas atividades profissionais. Entenda como a educação pode trazer esses benefícios!

Preparação para o mercado de trabalho

Essa é uma das principais funções da educação escolar. Ao longo da história, a formação acadêmica serviu como vetor de construção de valores importantes do indivíduo, a fim de que ele atuasse na sociedade de modo coeso em direção aos objetivos sociais.

Ao mesmo tempo, possibilita que ele possa desenvolver competências necessárias para atuar no mercado de trabalho como profissional munido de conhecimentos e técnicas necessárias para tomar decisões, manejar ferramentas, organizar seu espaço e entender o impacto que suas ações laborais têm sobre o seu contexto social.

Dessa forma, a formação acadêmica se tornou a ponte para a profissionalização dos indivíduos e sua ascensão no mercado de trabalho. Assim, as instituições de ensino permitem uma especialização cada vez mais densa em áreas de conhecimentos bem específicas. Isso se traduz em profissionais mais competentes para cumprirem seus papéis dentro das corporações.

Desenvolvimento de valores sociais

De acordo com o professor e psicólogo soviético Alexei Leontiev, a atividade educativa propicia ao educando a imersão em um contexto que possibilita que ele se aproprie de condições sociais por meio de comportamentos, valores e linguagens.

Dentro dessa visão, a escola cumpre uma função fundamental no desenvolvimento do indivíduo, ao permitir que ele vivencie situações diversas e entre em contato com novas culturas e formas de ver o mundo.

Isso se reflete no amadurecimento do aluno no modo como ele enxerga o seu contexto sociocultural. Ele passa a entender sua posição dentro da sua comunidade e compreende o papel da sua comunidade dentro de um contexto mais amplo.

As instituições de ensino permitem que o aluno interaja com conteúdos e pensamentos que contribuem para o seu desenvolvimento cognitivo, indo além da apropriação de conhecimentos.

Melhor qualidade de vida e segurança financeira

Estudos nacionais e internacionais apontam a educação como um fator determinante na qualidade de vida das pessoas.

Por exemplo, a revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences apresentou dados coletados pelos pesquisadores Anton Lager e Jenny Torssander sobre o impacto que o 9º ano de estudo teria sobre a saúde dos indivíduos.

O relatório apontou que o grupo que tinha esse ano acadêmico adicional sofreu uma incidência menor de mortes por acidentes, câncer, isquemia cardíaca e outros fatores relacionados à educação.

No Brasil, um estudo realizado no estado de Alagoas constatou que a baixa escolaridade afetava diretamente a saúde dos pacientes, especialmente pela falta de conscientização sobre a forma de cuidar das suas próprias necessidades físicas.

Além disso, não é segredo que a formação acadêmica está geralmente relacionada a melhores oportunidades de emprego, melhores salários e, com isso, proporciona um padrão de vida mais confortável e financeiramente seguro.

Os motivos para investir em educação são muitos, como você pôde perceber. Mas como fazer isso? Vejamos, primeiro, como você pode planejar a educação dos seus filhos.

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Como planejar os investimentos em educação dos filhos?

Para criar um filho de modo que ele cresça saudável, responsável e atuante na sociedade, é indispensável o investimento em educação. E isso vai além de pagar a mensalidade da escola ou ingressá-lo em cursinhos.

É claro que os gastos com educação dos filhos, por mais básica que seja, por si só já é um grande desafio. Com a economia ainda em recuperação, variação dos juros e menor disponibilidade de empregos, o investimento em formação acadêmica pode pesar no orçamento. Por isso, o planejamento é fundamental. Veja algumas dicas nos próximos tópicos!

Poupe com antecedência

Em primeiro lugar, é bom lembrar que para garantir a segurança financeira dos filhos é necessário cuidar disso bem antes de eles começarem sua formação acadêmica. O ideal, na verdade, é já ter um valor reservado para escola antes de eles nascerem.

Mas isso nem sempre é possível. Então, comece a juntar uma reserva para gastos com educação o quanto antes, definindo uma quantia que será poupada a cada mês.

Esse valor investido traz a vantagem de os pais contarem com os rendimentos sobre rendimentos, ou seja, além de adicionar dinheiro mensalmente, a reserva cresce por meio dos juros.

Na prática, os pais podem decidir poupar por mês o valor correspondente a uma mensalidade da escola. Por exemplo, digamos que o aporte escolhido seja de R$ 200.

Quando a criança entrar no ensino fundamental, aos 6 anos de idade, esse valor terá somado R$ 13.953,60, contando com os juros acumulados na poupança.

Mas os aportes mensais não podem parar depois de a criança ingressar na escola. É preciso refazer as metas, como veremos a seguir.

Estime os gastos e defina metas realistas

Com cálculos simples, você consegue estimar quantos anos são necessários para seu filho terminar a educação básica e o ensino superior. Da educação infantil ao ensino médio, são cerca de 17 anos de estudos. Soma-se a isso cerca de 4 anos do ensino superior, dependendo do curso escolhido.

É importante levar em conta também algumas variáveis, como aulas de idiomas, atividades esportivas, intercâmbios na graduação, cursos profissionalizantes, entre outras.

Existem também outros gastos relacionados ao investimento em educação dos filhos, como materiais didáticos, transporte, alimentação etc. Além disso, mesmo que seu filho ingresse em uma universidade pública, ainda poderão haver gastos com aluguel, viagens, entre outros, caso ele estude em outra cidade.

Esses gastos precisam ser equilibrados com as despesas da família. Assim, é preciso fazer um levantamento de toda a renda familiar e das contas mensais. Recomenda-se que os gastos por mês com educação não ultrapassem 15% da renda familiar. Por exemplo, um casal com uma receita de R$ 5 mil não deve gastar mais de R$ 750 mensais para pagar escola, cursos, transporte escolar etc.

Além de cobrir esses gastos, também é preciso reservar parte da renda para garantir o futuro da educação dos pequenos. O ideal é que você tenha um total armazenado para assegurar o ensino acadêmico dos próximos 2 anos.

Mas o que fazer se o orçamento da sua família estiver apertado? É hora de rever suas prioridades!

Organize seu orçamento familiar

Não há como poupar se o seu salário mal dá para arcar com as despesas atuais. Por isso, é importante organizar suas finanças antes de prosseguir. Isso pode ser feito de forma simples em uma planilha.

Liste todas as suas despesas mensais e todas as fontes de receitas. Após somar todos os gastos e vencimentos, você saberá se está gastando mais do que ganha. Se isso estiver acontecendo, você terá dois caminhos: cortar despesas ou encontrar uma fonte adicional de receita.

Reduzir o montante de gastos mensais pode ser o caminho mais rápido. Veja algumas dicas:

• separe suas despesas por categorias (alimentação, educação, transporte, cuidados pessoais, saúde etc.), pois isso permite descobrir em quais áreas você está gastando mais e em quais delas pode economizar;

• registre todos os gastos, inclusive aqueles com o cafezinho — você vai ficar surpreso como pequenas compras ao longo do mês podem fazer muita diferença no orçamento familiar;

• tente encontrar despesas não essenciais que poderiam ser cortadas ou substituídas por opções mais baratas — como cancelar a assinatura da TV ou fazer um exercício ao livre em vez de ir à academia.

Algumas economias também podem ser feitas com os filhos em relação aos gastos com a escola. Saiba mais nos próximos tópicos.

Economize na educação

Economizar na educação não significa abrir mão da qualidade. Na verdade, são pequenos cuidados que podem ser tomados para poupar seus recursos. Reflita sobre os exemplos que separamos.

Alimentação escolar – Comprar lanches e arcar com 5 almoços por semana na cantina da escola pode sair bem caro. A dica aqui é, sempre que possível, mandar alguma coisa de casa. Você vai perceber que, além de gerar economia, isso vai contribuir para uma alimentação mais saudável.

Mensalidades e matrículas – Em vez de pagar mensalidades, você pode se informar sobre um possível desconto caso pague a anuidade em uma única parcela. Se você já estiver poupando há algum tempo, com certeza terá esse montante.

Transporte escolar – Avalie a necessidade de contratar o transporte escolar para o seu filho. Isso vai depender de diversos fatores, como o valor do seu tempo e a distância até a escola.

Por exemplo, se você é autônomo e ganha por hora, dispensar tempo para levar seu filho à escola pode sair mais caro do que pagar um transporte.

Por outro lado, você pode conversar com vizinhos ou amigos que tenham filhos que estudem na mesma escola que seu filho. Talvez eles possam realizar o transporte em troca de uma pequena contribuição para o combustível.

Ou melhor: você pode encontrar pais e mães que praticam a carona solidária. Assim, cada dia ou semana um pai ou uma mãe fica responsável por levar as crianças.

Uniforme da escola – Em escolas que exigem o uso de uniformes, as crianças podem continuar usando os mesmos do ano anterior, se estiverem em bom estado. Quando a instituição de ensino não exige essas peças, o recomendado é reservar roupas específicas para serem usadas na escola.

Material escolar – A dica primária aqui é pesquisar. Materiais vendidos no atacado são bem mais baratos. Assim, você pode se juntar a outros pais e comprar esses itens em grande quantidade. Por exemplo, um apontador de R$ 1 no varejo pode custar R$ 0,10 no atacado. Essa dica é infalível!

É claro que toda criança e jovem gosta de material cheirando a novo para iniciar o ano escolar. Mas a verdade é que muitos materiais podem ser reaproveitados: canetas, estojos, mochilas, lancheiras etc.

Livros didáticos também podem ser reutilizados. Compre-os de segunda mão. Afinal, um livro não é produzido para durar apenas 1 ano — a não ser que seja consumível, é claro. Uma possível exigência de comprar livros consumíveis pode ser discutida nas reuniões escolares, já que ela pode encarecer significativamente a lista de materiais didáticos.

E quanto àqueles materiais com estampas de personagens da TV e de filmes? Eles saem muito mais caro! Por isso, negocie com o seu filho: compre apenas um item do personagem predileto dele, e não toda a coleção.

Inclusive, conversar com a criança e com o adolescente sobre como economizar nas compras de materiais faz parte da educação financeira infantil. Envolvê-los no planejamento financeiro familiar vai ajudá-los a usarem seus recursos de modo responsável e consciente na fase adulta.

Tenha foco e disciplina

Alcançar e manter a rotina de economizar, colocar as finanças em ordem e poupar não são tarefas fáceis. Ao longo de todos esses anos da criação dos filhos, vão surgir imprevistos, as circunstâncias provavelmente vão mudar e será necessário fazer ajustes.

Por isso, faça um bom planejamento e tenha metas realistas. Não tome decisões restritivas demais a ponto de comprometer a qualidade de vida da sua família ou privar você de alcançar outros objetivos, como adquirir a casa própria ou mesmo comprar um carro novo.

Esse desenvolvimento pessoal em termos de foco e disciplina vai permitir que você aumente sua renda e possibilite uma educação de maior qualidade para os seus filhos.

Aliás, não somente os filhos necessitam de investimento em educação. Como vimos, adultos também precisam adquirir conhecimentos constantemente para progredir na carreira. Acompanhe, então, algumas dicas para você investir na sua própria formação.

Como planejar os investimentos na sua própria educação?

Custear a própria educação é, sim, um investimento, pois trará retorno positivo ao seu bolso em médio e longo prazos. Veja alguns passos importantes que você precisa seguir para conseguir planejar seus investimentos em educação pessoal.

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Defina seus objetivos profissionais

Se você não sabe para onde deseja ir, você vai acabar não indo a lugar nenhum. Isso se aplica perfeitamente ao contexto da formação acadêmica. Antes de qualquer coisa, é necessário que você pense em seus objetivos profissionais.

À época do ensino médio, isso envolve escolher um curso universitário. Mas após a graduação ou quando o indivíduo já está inserido no mercado de trabalho, as decisões em relação a cursos de especialização e treinamentos devem levar em conta sua profissão e sua progressão de carreira. Ter isso em mente vai ajudar você a decidir se deseja fazer um MBA ou um mestrado, por exemplo.

Descubra o retorno do investimento

As decisões em relação a sua formação devem se basear principalmente no retorno financeiro que ela vai gerar. Então, calcule de modo prático quanto precisará investir e qual será o aumento de receita que você vai ter.

Por exemplo, digamos que você precise investir R$ 10 mil em um curso de especialização com duração de 18 meses. Após a conclusão, você terá um aumento de R$ 1,5 mil no seu salário. Então, você levará cerca de 7 meses para recuperar seu investimento. No entanto, depois de 1 ano de formação, você terá R$ 8 mil a mais no bolso.

Mesmo que o retorno não seja tão imediato ou expressivo, lembre-se de que o investimento em educação é um empreendimento de longo prazo. Um título que você conquista com uma formação adicional é levado para toda a sua vida.

Saiba quanto você tem para investir

Alguns cursos e treinamentos são mais curtos e pontuais. Outros exigem um comprometimento de longo prazo, como uma graduação ou uma pós. Isso significa que talvez seja necessário adiar planos de viagens, aquisição de bens e até ter filhos.

Isso vai afetar também o quanto você tem disponível para arcar com os custos. É preciso equilibrar alguns pontos, como modalidade de ensino (presencial ou a distância), porte da instituição, características do curso etc.

Então, se o curso que você deseja fazer na instituição que você escolheu está com um valor acima do seu orçamento, pode ser interessante adiar os planos até juntar o montante necessário.

Negocie formas de pagamentos

É possível encontrar opções de pagamento bem flexíveis. Algumas instituições permitem que você continue a pagar o investimento mesmo depois de concluir o curso. Em outros casos, dá para buscar financiamentos oferecidos por bancos ou pelo governo, como é o caso do FIES.

Também é sempre válido buscar instituições públicas de ensino que ofereçam educação de qualidade gratuitamente, como é o caso das universidades federais e estaduais.

Você também pode conseguir bons descontos pagando o valor à vista ou adiantado parcelas do curso. Você pode usar tanto sua poupança educacional quanto os adicionais do salário, como 13º, férias e outras bonificações.

Crie uma reserva

Como você viu, tudo pode sair muito mais barato quando temos uma quantia para custear à vista o investimento em educação. E é importante lembrar que a formação acadêmica não é uma ação pontual; ao longo de toda a sua carreira você precisará aperfeiçoar suas habilidades e atualizar seus conhecimentos diversas vezes.

Assim, tenha uma reserva financeira para arcar com seus investimentos educacionais. Desse modo, seu desenvolvimento profissional não ficará comprometido ou abandonado ao acaso.

Qual é o papel de um seguro de vida em tudo isso?

O que um seguro de vida tem a ver com a sua formação profissional e com a educação dos seus filhos? Tem tudo a ver! Um seguro de vida tem por objetivo prover segurança financeira em momentos em que ocorrem problemas graves relacionados à vida do provedor. Ele pode dar proteção nas seguintes situações:

• invalidez por doença ou por acidente, ou ambos;

• incapacidade temporária — garantia muito importante para profissionais autônomos, que evita que eles fiquem sem renda em caso de impossibilidade de trabalhar durante algum período de tempo;

• doenças graves, que podem exigir altos custos de tratamento, comprometendo os recursos que seriam destinados à educação dos filhos;

• morte, seja acidental ou qualquer outro caso — garante uma renda para cônjuge e filhos para que possam, por exemplo, garantir o pagamento de mensalidades da escola nos próximos anos.

Nesse último caso, o seguro de vida é interessante pois permite a entrega de recursos financeiros de modo imediato, uma vez que questões relacionadas aos direitos de herança podem deixar a família sem dinheiro para arcar com despesas urgentes e cotidianas.

Existem ainda modalidades mais abrangentes, como o seguro de vida familiar, que estende algumas coberturas ao cônjuge e aos filhos.

Mas você sabia que é possível usar o valor do seguro de vida para custear a educação dos filhos ou sua própria formação, mesmo que nada aconteça a você? Essa é a vantagem do seguro de vida resgatável.

Esse tipo de produto mantém as coberturas comuns aos outros seguros de vida tradicionais, mas também dá a oportunidade de o segurado reaver parte dos aportes pagos à seguradora. Ele funciona de dois modos:

• após um período de carência definido na apólice (como um prazo de validade), o usuário recebe o dinheiro e fica sem a proteção;

• a proteção não tem prazo para terminar, ou seja, é vitalícia, mas o segurado pode cancelar a apólice quando quiser e solicitar os recursos.

O investimento em educação é, sem dúvida, um dos empreendimentos mais importantes que um indivíduo pode fazer a favor de si mesmo e da sua família.

É importante planejar-se adequadamente, pois envolve aplicações nada baratas e que trarão retorno em longo prazo. Mas organizando sua vida financeira, poupando e economizando, você será capaz de alcançar seus objetivos educacionais!

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